terça-feira, 18 de agosto de 2009

NUTRICIONISTA CRIA CHOCOLATE QUE AVISA A HORA DE PARAR DE COMER


Poder se deliciar com um chocolate durante o período de emagrecimento e tê-lo como um verdadeiro aliado no combate à ansiedade e àquela vontade louca de comer... Isso lhe parece um sonho? Pois é o que promete o chocolate saciante, desenvolvido pela nutricionista Fernanda Machado Soa res, do Rio de Janeiro. "A ideia de criar um chocola te que aumentasse a saciedade partiu da necessidade de comer o doce, relatada por muitos pacientes. Aproximadamente 55% deles consomem a iguaria regularmente", revela a nutricionista.
Por quase um ano ela estudou alternativas para a criação de uma versão sem glúten, açúcar, gordura trans e lactose (açúcar do leite) associado a ingredientes nutracêuticos (que nutrem e trazem benefícios comprovados à saúde). Em abril, seu objeto de estudo se materializou. O veículo escolhido foi o chocolate à base de soja, que segundo Fernanda, mesmo sem a adição de fitonutrientes, já apresentou resultados na sensação de saciedade durante os testes realizados. "Com essa constatação, o chocolate ficou o mais natural possível, contendo somente a base de soja, alga mexicana espirulina (fonte de vitamina B12 e rica em fenilalanina, nutriente que atua no controle do apetite) e polissacarídeos mussilaginosos da babosa, que auxiliam no trânsito intestinal e redução da absorção de gordura proveniente da dieta. O produto tem apenas 120 kcal / 25 g e é capaz de provocar até quatro horas de saciedade, 20 minutos após o seu consumo", detalha Fernanda.
"A saciedade varia de pessoa para pessoa, mas o que observamos é que há uma redução no apetite, principalmente por doces, 20 minutos após a ingestão do chocolate com o estômago vazio", revela.
O horário sugerido para o seu consumo é entre 16h e 17h, quando há um pico hormonal provocado pelo estresse diário e que resulta em vontade de comer carboidratos à noite. Mas também pode ser ingerido em qualquer outro momento do dia. " Apesar de ter menos calorias do que um chocolate tradicional, não dá para abusar; a ingestão máxima recomendada é de 2 barrinhas por dia. O excesso, além de comprometer a perda de peso, também pode resultar em gases, diarreia e enjoo. Em relação ao emagrecimento, ele também varia de pessoa para pessoa, mas a nutricionista afirma que há um mínimo de 1 kg por semana. O chocolate deve ser evitado por gestantes e pessoas com diarreia e alergia à soja ou à espirulina.

domingo, 16 de agosto de 2009

A Embrapa Suínos e Aves vai participar da prevenção à gripe A (H1N1).

A partir de um pedido feito pelo Sindicarne/SC - Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina - e pela Secretaria Estadual da Agricultura, os pesquisadores da unidade vão elaborar uma cartilha com explicações aos suinocultores sobre o que é a doença e quais medidas devem ser adotadas para garantir a saúde das pessoas e dos rebanhos nas granjas. A cartilha deve estar pronta em uma semana.
A decisão de produzir o material foi tomada durante uma reunião na Sadia em Concórdia, SC, na tarde de quarta-feira(12/08).
Segundo Dirceu Talamini, chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, a reunião deixou claro que as condições do rebanho brasileiro são muito boas em todo o território nacional e não há qualquer registro sobre a presença do vírus da gripe A (H1N1) em granjas. “Mas é bom que sejam tomadas medidas preventivas, pensando primeiramente na saúde das pessoas que atuam na suinocultura”, afirma.Os pesquisadores da Embrapa que atuam na área de Virologia já começaram a reunir as informações que farão parte da cartilha. A ideia é que ela fique disponível em uma versão impressa e em formato eletrônico para facilitar a sua disseminação.

Apagando a velinha ao lado dos amigos e familiares

terça-feira, 4 de agosto de 2009

ROMÃ, uma aliada à proteção solar


Se você quer ficar bem longe das rugas, do ressecamento, da flacidez e das manchas causadas pelo sol, aposte na fruta. Segundo a bioquímica Fernanda Archilla Jardini, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), testes feitos nos Estados Unidos apontaram que as células da pele tratadas com o extrato da romã sentiram menos os efeitos da radiação ultravioleta. A explicação está na quantidade de antioxidantes: cerca de três vezes mais do que no vinho tinto e no chá verde! "É importante ressaltar que essas substâncias, entre elas o ácido elágico e protocatequínico, estão presentes na casca, nas sementes e na parte branca, chamada de mesocarpo", avisa a especialista.

uanto consumir

Coma diariamente uma fruta - uma boa sugestão é polvilhar os grãos sobre a salada de folhas ou de frutas - ou tome um copo (200 ml) do suco feito com a casca, as sementes e a polpa. Ambos oferecem 60 calorias.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A cura cirúrgica para os danos da maternidade


O que antes era a expressão da própria natureza, hoje, é considerado deformidade. Assim estão sendo vendidas as cirurgias plásticas para o pós-parto. A conduta é fruto de padrões irredutíveis de beleza, da tecnologia e da cultura pop, uma combinação que trata as mudanças biológicas como se fossem tão substituíveis quanto a cor do cabelo... Revistas de fofoca, nos Estados Unidos e no Brasil, não perdoam as “mães celebridades” que não perdem imediatamente o "peso do bebê". Agora, as mulheres “devem lutar” contra o impacto do envelhecimento e da gravidez. “O marketing do mommy makeover tenta transformar em patologia o corpo feminino no pós-parto, caracterizando a gravidez e o parto como enfermidades com efeitos desfigurantes que podem ser consertados com a ajuda de bisturis e cânulas. A mensagem central da venda deste tipo de serviço é que, depois de ter filhos, o corpo da mulher muda para pior”, observa o cirurgião plástico Ruben Penteado, diretor do Centro de Medicina Integrada, em São Paulo.Destinadas às mães, em geral, as cirurgias são oferecidas em pacotes de três: “uma levantada nos seios” com ou sem implantes de silicone, redução da barriga e lipoaspiração. Os procedimentos têm o objetivo de diminuir a flacidez da pele e reduzir as estrias e a gordura adquiridas na gravidez. Nos Estados Unidos, este tipo de cirurgia, segundo dados da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, registrou um aumento entre mulheres em idade reprodutiva. Só em 2006, médicos em todos os EUA realizaram mais de 325 mil procedimentos mommy makeover em mulheres de idade entre 20 e 39 anos, um aumento de 11% em relação a 2005, segundo a entidade.“Na verdade, cada mulher reage de uma forma à gravidez. Idade e genética influenciam o modo como o corpo se recupera. Algumas mulheres ficam com estrias devido à gravidez ou ao ganho de peso. Algumas mulheres voltam a ter uma barriga lisinha e outras não, algumas retomam o peso que tinham antes de ter filho e outras não. Mas não há anormalidade intrínseca aos seios ou ao abdômen”, defende Ruben Penteado, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

NÃO É NECESSIDADE OU OBRIGAÇÃO
O médico também esclarece que não há a necessidade ou a obrigatoriedade de se submeter a uma plástica após o parto. E somente depois de um ano após o parto, é recomendável a realização de qualquer procedimento estético. “Qualquer cirurgia exige cuidados e durante o pós-operatório a mulher ficará com os movimentos limitados. Ela não poderá realizar atividades simples como carregar, amamentar ou dar banho no bebê. É preciso colocar na balança se este tipo de distanciamento do filho vale a pena”, pondera Penteado.Se a decisão da mulher for a de fazer a plástica, o médico não recomenda a sua realização no período de amamentação. “Os anestésicos utilizados podem passar para o leite materno, prejudicando o desenvolvimento e a disposição do bebê. O ideal é se submeter a qualquer tipo de intervenção apenas seis meses depois de terminar o período de amamentação”, recomenda.Segundo Ruben Penteado, as novas mamães querem recuperar os antigos contornos próximos do abdômen e a firmeza das mamas.

A lipoaspiração, a abdominoplastia (cirurgias de abdômen) e a mastopexia (cirurgia para levantar as mamas) ocupam os primeiros lugares no ranking de desejos destas mulheres. “É muito importante esclarecer que a abdominoplastia não pode ser feita logo após a cesárea. No pós-parto, a mulher ainda sofre os efeitos da gestação: alterações hormonais, flacidez da pele, excesso de peso, inchaço. Como o contorno do corpo fica distorcido, o cirurgião plástico não consegue identificar o quanto do abdômen precisa realmente ser reduzido”, explica Ruben Penteado. Ou seja: nesse caso, os riscos do resultado da plástica não sair como o esperado são grandes.Ainda sobre a abdominoplastia, Ruben Penteado esclarece que é possível fazer a cirurgia utilizando parcialmente a cicatriz da cesariana. “Frequentemente, quando a cicatriz da cesariana está na sua localização habitual – na parte inferior da barriga –, podemos aproveitá-la. Lembrando que a cicatriz não deixará de existir, mas poderá ficar do mesmo tamanho ou um pouco maior”, diz o médico.Caso a mulher faça uma abdominoplastia, a cirurgia não prejudica uma posterior gestação. “Muita gente acha que após a abdominoplastia os músculos são ‘amarrados’ e a barriga nunca mais irá crescer.
Isso não acontece.
O único problema de engravidar após a abdominoplastia é que a mulher poderá perderá os resultados da cirurgia”, explica Penteado, membro titular a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.Diante deste um impasse estético atual, “procuramos aconselhar esta mulher. Destacamos que neste período da vida, ela deve ter sua atenção e energias voltadas para uma pronta recuperação do parto, assim ela poderá se dedicar aos cuidados com o bebê e consigo mesma. Procedimentos estéticos que comprometam este ciclo da vida podem nem devem ser cogitados”, defende Ruben Penteado.